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Civis - Faro
O
que é, o que faz, como e porque se instituiu?
Nota da Redacção: Iniciamos neste número com a Civis um conjunto de
textos de divulgação de organizações da sociedade civil.
Declaração de Princípios
1- A Constituição da República Portuguesa (C.R.P.) de 1976, revista
em 1982, 1989 e 1992, ao consagrar os direitos, liberdades, e
garantias civis e políticas dos cidadãos portugueses, criou as
condições para o estabelecimento do Estado de Direito Democrático.
Depois de quase meio século de poder autocrático, a dignidade do
povo português foi-lhe restituída. Abriu-se, assim, um novo caminho
de relançamento de Portugal no contexto das nações livres e
democráticas.
2- Todavia, decorridos vinte anos de vigência da C.R.P., constata-se
que a efectivação prática, no dia a dia de cada um, está longe de se
concretizar e tem havido incumprimento do seu espírito e letra.
3- A vocação universalista do nosso país permite a abertura de um
amplo espaço de intervenção. Por um lado, a opção que fizemos de
aceitarmos fazer parte do futuro colectivo dos países que constituem
a União Europeia e, por outro, a perspectiva de aprofundamento da
cooperação e estabelecimento de relações mútuas com a vasta
comunidade de Estados independentes de língua oficial portuguesa. Há
interesses recíprocos que assentam na história e na língua comuns,
os quais importa preservar, desenvolver e alargar.
4- Importa referir que nenhum português pode ficar indiferente aos
desafios com que Portugal está confrontado. As transformações já
operadas e as que se avizinham são da responsabilidade de todos e
todos, sem excepção, devem participar na construção do futuro
colectivo.
5- Esta Associação não visa opor-se ou sobrepor-se e muito menos
subalternizar ou substituir quaisquer outras instituições
representativas, quer sejam elas de natureza política, religiosa,
profissional, sindical, ou outras, as quais são fundamentais e
imprescindíveis numa sociedade democrática e pluralista. Os membros
associados que a constituem aceitam o compromisso de honra de agirem
no completo e rigoroso cumprimento do que está consagrado nos
Estatutos.
6- A Associação tem como finalidade geral a defesa e o
aprofundamento dos direitos individuais e colectivos dos cidadãos
como instrumento de reforço de solidariedade social. Segundo os
termos estatutários, e prioritariamente, procurará sensibilizar a
opinião pública para a importância desses direitos no quadro do
processo democrático, que se deseja cada vez mais empenhado
participativo.
7- A Associação terá como fins específicos: a defesa da qualidade de
vida, do ambiente, da educação, da saúde pública, da protecção do
consumo de bens e serviços, da defesa do património cultural e do
domínio público.
8- A Associação é constituída por pessoas que de livre vontade a ela
aceitam aderir e com ela colaborar. Como uma das componentes da
Sociedade Civil de onde emana e se insere, pode mediar
potencialmente entre os sectores público e privado, e proporcionar a
mulheres e homens um espaço que é, simultaneamente privado e
público; um espaço que une a virtude da liberdade do sector privado
com a virtude do sector público preocupado e dedicado ao bem-estar
geral.
9- Assim, a Associação procurará manter um diálogo estreito com
todas as entidades públicas e privadas portuguesas, bem como em
relação a instituições internacionais, sobretudo com a Comunidade
Europeia, procurando fomentar o reforço associativo com outras
entidades congéneres.
10- A Associação adopta como seus os princípios consignados na
C.R.P. e ainda os direitos consignados nos textos internacionais
seguintes:
Declaração Universal dos Direitos do Homem;
Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos;
Pacto Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais;
Convenção Europeia dos Direitos do Homem;
Convenção e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho;
Actos Comunitários sobre matérias sociais.
Faro, 9 de Maio de 1997
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Publicação no Diário da República III Série, nº 247/97, 24/10/1997.
Número de Contribuinte: 504.000.276
Como tudo começou...
Tudo começou em Outubro de 1996. Nesta altura quatro pessoas
resolveram criar uma associação relacionada com a cidadania. José
Luz dos Santos, Elisabete Azevedo, João Nuno Neves e Miguel
Caramelo, após alguns contactos alargaram o número de promotores
para 14, que foram os elementos que fizeram um primeiro esboço do
que poderia ser a associação. Eis os elementos que se juntaram aos
quatro iniciais e fizeram a primeira comissão promotora: Ana Luisa
Silva, Eunice Rute Florêncio, João de Brito Vargas, João Vidal,
Josiana Guerreiro Martins, Manuel Ferreira Custódio, Renato Nuno
Pereira, Ricardo Cardoso Baptista, Sandra Alambre e Vitor Dias.
Entre Outubro e Janeiro, esta comissão elaborou propostas de nome,
logotipo, estatutos e declaração de princípios que foram depois
submetidos a assembleias gerais com a presença do maior número de
cidadãos possível.
A primeira reunião de apresentação da associação à região aconteceu
no dia 17 de Janeiro de 1997, no edifício Ninho de Empresas, em
Faro. Responderam ao convite da comissão promotora cerca de 50
pessoas da região algarvia que se mostraram entusiasmados com o
âmbito de acção e a oportunidade da criação desta associação. Foi
aprovada a criação de uma comissão promotora de 7 pessoas que tem
por finalidade realizar todos os procedimentos legais de forma à
plena legalização da associação Cívis. Os sete são José Luz dos
Santos, João de Brito Vargas, Joaquim Neto Martins, João Vidal,
Elisabete Azevedo, Ana Sofia António e João Nuno Neves.
A segunda reunião aconteceu no 21 de Fevereiro de 1997, no edifício
Ninho de Empresas, em Faro. Nesta reunião foram apresentadas algumas
acções da comissão promotora, como a divulgação da associação junto
de alguns organismos da região, e foram delineados os passos a
seguir pela associação.
Nos dias 5, 14 e 21 de Março de 1997, foram discutidos e aprovados
os estatutos desta nova associação.
Fotos do debate promovido pela Civis sobre «O Papel das Freguesias
no séc. XXI e o novo Mapa político-administrativo» em 29-09-11 que
teve lugar na Biblioteca Municipal de Faro.



Debate subordinado ao tema «Os Novos Movimentos Sociais»

Um debate subordinado ao tema «Os Novos Movimentos Sociais» decorreu
a 19 de Novembro, pelas 21h30, nos Artistas, com ativistas,
economistas, politólogos e sociólogos, numa organização da CIVIS –
Associação para o Aprofundamento da Cidadania.
Os novos movimentos sociais que emergiram um pouco por todo o Mundo,
na sequência da crise económica e financeira, do agravamento das
condições sociais e da desconfiança face à classe política, estarão
no centro do debate.
Com os cidadãos a saírem à rua para contestar, para mostrar a sua
indignação, para protestar, para reivindicar e quando estes
movimentos ganham expressão e adeptos, através da sociedade de
informação e da facilidade de acesso às redes sociais, a CIVIS
propõe uma reflexão.
Será esta uma nova forma de democracia participativa? Onde falhou a
democracia representativa? Onde falharam o Estado, os partidos
políticos, os governos? Falta massa crítica ou liderança? Que
influência e instrumentos têm estes movimentos para a mudança de
paradigma? Para onde caminham estes movimentos e com que objetivos?
Encontrarão estes movimentos as soluções para os problemas e
desafios que enfrentamos?
Estas e outras questões foram objeto de reflexão e debate na sede
dos dos Artistas, em Faro, e contou com a análise multidisciplinar
do Professor António Covas, da Faculdade de Economia da Universidade
do Algarve, da Professora de Ciência Política da Universidade
Católica Elisabete Azevedo, do Sociólogo Nelson Dias, do Advogado
João Vidal e dos protagonistas de alguns destes movimentos.
Nota da redacção: Este último debate foi comentado na crónica Coluna
Um do Jornal Raizonline nº 147 de 21 de Novembro de 2011.
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