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CINECLUBE DE FARO  

 

Quem somos, de onde vimos, para onde vamos

 

QUEM SOMOS

Um dos mais antigos cineclubes do país. Primeira sessão a 6 de Abril de 1956 e, desde aí, sem qualquer interrupção de actividade. Magnífico!

Neste momento, dirigem o CCF Anabela Moutinho, Graça Lobo, Ana Lúcia Correia, Nuno Beja e Bruno Cortes.

Na Mesa da Assembleia Geral, Eduardo Coutinho, Cristina Firmino e Ana Soares.

No Conselho Fiscal, João Vargues, Clarisse Rebelo e Carlos Rafael Lopes.

Ana Cristina Mendes faz sobreviver todos nós e recebe-vos a todos vós, na sede.

O Sr. Hilário cola os filmes.

Nós projectamo-los, apresentamo-los, vendemos os bilhetes e recolhemo-los à entrada (nas sessões pagas, pois muitas são de entrada livre!).  

DE ONDE VIMOS

De uma tradição iniciada nos anos 20 em França e definitivamente concretizada no nosso país em 1945 com a criação do Cineclube do Porto - uma longa e rica história de promoção da cultura cinematográfica, um pouco por todo o continente e ilhas, que sobreviveu a todas as adversidades e remou contra todas as marés.

Nos Cineclubes, por mais díspares que sejam as suas realidades e história, o ânimo e o âmbito são os mesmos: ajudar a criar a cinefilia.

Ver cinema de qualidade, pensar sobre cinema, aprender com o cinema.

Nos Cineclubes gosta-se de cinema e gosta-se de dar a gostar o cinema. 

PARA ONDE VAMOS

Para onde nos deixarem - as entidades públicas que têm o dever de nos apoiar, dado que cumprimos e damos bom e transparente uso ao dinheiro por elas investido (Câmara Municipal, Delegação Regional do Ministério da Cultura, Instituto Português da Juventude, Instituto de Cinema e Audiovisual), aquelas outras que é uma honra que nos apoiem (Fundação Calouste Gulbenkian, exemplo recente, Universidade do Algarve, exemplo antigo), entidades privadas que praticamente nunca conseguimos cativar.

E os sócios (397, neste momento) e os não-sócios. Se participarem e pagarem as quotas, os sócios dão-nos razões para subsistir. Se frequentarem as sessões e pagarem os bilhetes, os não-sócios ajudam-nos a subsistir.

A propósito: jóia de inscrição para estudantes 10€, restantes casos 15€ (mas ambos beneficiam no acto de inscrição de um conjunto de 5 senhas de entrada para sessões pagas, sem prazo de validade); quotas 3€ por mês (contudo, liquidando o ano no início de cada ano, damos duas de borla); entrada nas sessões 2€.

Não sócios (sessões pagas) - estudantes 3,5€, restantes 4€.

O nosso local de exibição habitual é o Instituto Português da Juventude, na rua da PSP, em Faro. Também fazemos sessões na nossa sede e em vários outros locais, da cidade e não só.

Estamos - sempre estivemos - disponíveis para colaborar com qualquer entidade ou associação que nos solicite bom cinema. E para isso que cá andamos.

Já fomos maiores, mas continuamos grandes:

- consulte as páginas do nosso blog (basta carregar em cima no nosso logo) e, temos a certeza, concordará connosco (1750 livros e 1350 revistas para consulta e requisição domiciliária, 1300 dvd e 828 vhs para visionamento na sede ou empréstimo por motivos académicos).

- consulte a barra com a nossa programação e, temos a certeza, concordará que somos o cinema alternativo da capital do Algarve.

Não são razões suficientes para connosco fazer esta caminhada? :-) 


 

Para onde vai o cinema português?  

 

Manoel de Oliveira / CANNES, 12 Maio 2011 

Para onde vai o cinema português? Tendo em conta alguns recentes ecos internacionais, vale a pena recordar que a International Press Academy, distinguiu Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz, como o melhor filme estrangeiro estreado em 2011 nos EUA.

Em Hollywood, José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes, integra a prestigiosa lista de 63 títulos da qual sairão os cinco candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro (nomeações a 24 de Janeiro).

Entretanto, em 2011, três filmes de Pedro Costa (Ossos, No Quarto da Vanda e Juventude em Marcha) surgiram no catálogo da Criterion Collection, uma das marcas de excelência do DVD.

Internamente, este foi um ano de estreias de invulgar pluralidade criativa, incluindo títulos tão diversos como Sangue do Meu Sangue (João Canijo), Viagem a Portugal (Sérgio Tréfaut) ou O Estranho Caso de Angélica (Manoel de Oliveira).

Que sobra disto tudo? Pois bem, um mercado audiovisual que continua dominado pelo modelo «telenovelesco», a ponto de os filmes serem tratados como objectos descartáveis de algumas programações televisivas (é mesmo frequente encontrar para alguns espaços a informação «filme a anunciar»...).

Reside aí o cerne de uma questão que, em boa verdade, permanece adiada: a de saber se existe, ou pode existir, uma visão política para definir e estabilizar as formas da produção cinematográfica em Portugal. Que um determinado filme seja incensado por uns e repudiado por outros, eis um pormenor sem importância. A história das linguagens faz-se sempre dessa guerra. 

Publicada por João Lopes em Sábado, Dezembro 31, 2011 

Nota da Redacção: Estamos a publicar um conjunto de textos de divulgação de organizações da sociedade civil: iniciámos com a Civis (Faro), e publicámos além do texto de hoje sobre o Cine Clube de Faro informação sobre a APEOralidade - Albufeira.

 

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