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Poesia de Carlos Camões Galhardas
Assim!... Te Quero Sentir!; «Pacto Final» ; Fazer...ou não fazer
Poesia;
Assim!... Te Quero Sentir!
Foi assim que um dia,
Sem ter mais tempo
De pensar em chegar
Ao lugar de partida,
Meu corpo me abandonou
Na berma daquela estrada...
No meio do nada!
Talvez num lugar distante
Ou num mundo próximo,
As nossas vidas renasçam
Das palavras que um dia
Ficaram por dizer ou sentir.
Esse será o dia de reencontro
Dos amigos não esquecidos!
E que memorável esse dia será!!
Matias José
«Pacto Final»
Num mar de sonhos pintados
Foi afogando o seu olhar,
Seu último suspiro...
Tudo parecia consumado!?
Mas nesse breve e derradeiro
Momento de inspiração Divina,
Toda as cores, os traços...
Todos os sonhos de menino!
Por entre as pinceladas do coração
Entravam os primeiros raios de luz
Nas flores do Alentejo que tanto amava.
Finalmente, sem esboçar um único lamento
E com um sorriso de eterna saudade,
Despertavam novamente para a vida
As suas mãos finas e delicadas!!
Matias José
Fazer...ou não fazer Poesia
Entre uma coisa e outra
(Deus me livre do meio)
Fazer… ou não fazer poesia,
Ter algo para escrever
Sem sequer o saber.
Amanhã nascerá outro dia
E a palavra em que creio
Surgirá num tempo extra.
Porquê escrever rimando
Nas entrelinhas do presente?
Talvez fosse melhor soltar
A frase solta ao acaso…
Quando já não for preciso
Vou de novo rimar,
Sentir como ninguém sente
As palavras que vou escrevendo.
Como em quadras soltas
O coração a bater
Num olhar de esperança…
Assim as palavras soam
Na folha de papel.
São doces como o mel,
Como as aves também voam
Entre as mãos de uma criança...
Vou deixar-me adormecer
E ao mundo dar voltas!
Matias José
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