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POESIA DE JOEL LIRA
Subsistência; Entre um Adeus…; Saída!
Subsistência
Por muitas palavras que te escreva de amor
Serão sempre poucas para te alimentar
Essa tua alegria que dança em redor
Dum silencio e explosivo do verbo amar
Por muitos verbos de amor que te os diga,
Que te os expresse e te os eleve,
Não serão demais na alma desta cantiga
Que ta dirijo e desinibida se atreve!
Se há estrelas no céu é porque o amor existe.
Fui eu e tu que as pintámos e lá as deixámos
para que todos vejam a nossa felicidade!
Este amor vem da nascente duma cidade
onde a vida que nos toca, nunca deixámos,
e é por ela que a nossa vida subsiste!
Joellira
( soneto – estad’alma )
21-10-2011
Entre um Adeus…
Embrulhado na saudade vi-te partir,
num ápice o nosso olhar fraterno sorriu,
e entre um nó de sufoco, num mau digerir,
senti um enorme adeus que de nós saiu.
Sem dizermos nada, dissemos quase tudo:
Somente o nosso olhar falou então mais alto.
Sei que me viste de sobrolho carrancudo,
enquanto de ti vi a angustia em sobressalto!
Nos teus abraços os meus braços repousaram,
e nos olhares saíram lágrimas, tombaram,
pelo silêncio matinal nesta partida.
Contigo vão mimos que na mesa ficaram.
São as migalhas que sempre enfeitiçaram
o amor, o amor de pai que te deu vida!
Joellira
( soneto – estad’alma )
20.10.2011
Saída!
Mais uma vez a Lua viu-me a chorar…
Esboçou-me um sorriso magoado, gentil…
São já oito acenos salgados a sufocar,
numa partida sentida de prantos mil.
Sinto a tua falta ainda aqui contigo…
Imagina o meu amanhã como será?
Calculo que as bátegas cairão no meu abrigo
é que a saudade já dói e mais se verá .
Não sou capaz de fazer calar esta dor.
Tão pouco sossegar esta minha ansiedade.
Quem me dera partir contigo minha flor…
Mas não. Por cá perdurarei preso á cidade,
terra onde tu cresceste a mocidade,
e eu sem ti, querida filha, meu amor!
Joellira
( soneto )
19.10.2011
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